A certidão de ônus atual mostra o presente. A vintenária mostra como se chegou até aqui, e é nela que os problemas caros aparecem.
Uma venda feita por quem não era o proprietário contamina todos os registros posteriores. A certidão atual mostra o último titular como legítimo; a vintenária mostra o momento em que a cadeia se rompeu.
Imóvel que passou por empresa baixada sem partilha do acervo cria um vazio de titularidade. Regularizar exige localizar os sócios ou reabrir a liquidação.
Inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade averbadas há décadas continuam produzindo efeito. Muita escritura é lavrada sem que ninguém tenha lido a averbação de 1987.
Vendas parciais feitas "por medida" sem desmembramento aprovado geram matrículas que somam mais do que a gleba original comporta. É o clássico da regularização em Goiás.
A ação acabou, o gravame ficou. Não impede a venda, mas trava o financiamento, e o cancelamento leva semanas que ninguém previu no cronograma.
O relatório de risco registral não serve para cancelar o negócio. Serve para você saber o que está comprando e a que preço.