A certidão de ônus atual mostra o presente; a vintenária mostra como se chegou até aqui. É nela que aparecem os problemas caros: transmissão a non domino, aquisição por pessoa jurídica extinta, doação com cláusula restritiva nunca cancelada, área remanescente sem desmembramento registrado e penhora extinta mas não baixada.
O relatório não serve para cancelar o negócio. Serve para você saber o que está comprando e a que preço, e é frequentemente o documento que reabre a negociação.
O trabalho tem quatro frentes simultâneas: a cadeia dominial dos últimos vinte anos, transmissão por transmissão; as certidões pessoais dos titulares, incluindo execuções, trabalhistas e fiscais; os ônus e gravames averbados, de hipoteca a indisponibilidade e restrição ambiental; e a situação fiscal e urbanística do imóvel junto ao município.
O resultado é o Relatório Técnico de Risco Registral: cada achado descrito, classificado como risco baixo, médio ou alto, com o caminho de mitigação e o tempo estimado de cada providência. Não é um documento para vetar o negócio, é o documento que permite negociar sabendo o que se compra.
